quarta-feira, 25 de setembro de 2013

NOVENÁRIO DE SÃO BENEDITO



NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO

PRIMEIRO DIA
QUANDO CASARAM, OS PAIS DE SÃO BENEDITO, CRISTOVAM E DIANA FIZERAM VOTO DE CASTIDADE PARA QUE SEUS FILHOS NÃO FOSSEM ESCRAVOS.

O PADRÃO PERCEBEU E PROMETEU DAR LIBERDADE AOS FILHOS DO CASAL.
BENEDITO É FRUTO DE UMA BENÇÃO ESPECIAL.
SÃO BENEDITO NASCEU LIVRE, MAS ERA UM ESCRAVO SEM AMO.

CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENDITO, PEDE A JESUS PARA LIBERTAR  O SEU POVO DO TRABALHO ESCRAVO, EM ESPECIAL AS CRIANÇAS.
SÃO BENEDITO, COMO SERIA BOM, SE NÃO HOUVE MAIS LIBERDADE SEXUAL, PESSOAL E POLÍTICA.


LITURGIA DO DIA 26 DE SETEMBRO.
I LEITURA
DEUS DESEJA QUE NOSSO CORAÇÃO SEJA UM LUGAR LIMPO ONDE ELE POSSA HABITAR, PARA ISSO É PRECISO FAZER A VONTADE DE DEUS, VIVENDO SUA PALAVRA.
EVANGELHO
PARA ENXERGAR JESUS É PRECISO TER FÉ, POR ISSO HERODES QUER VÊ-LO, MAS NÃO ENCONTRA JESUS.
HERODES TINHA O CORAÇÃO ENDURECIDO E SÓ PODER VER JESUS QUEM TEM O CORAÇÃO LIMPO.
O DISCÍPULO MISSIONÁRIO DEVE REUNIR O POVO DE DEUS NA ESCUTA DO EVANGELHO, NA COMUNHÃO FRATERNA, NA ORAÇÃO E NA EUCARISTIA.

LIGANDO AO EVANGELHO
OS PAIS DE SÃO BENEDITO TINHAM UMA FÉ EM JESUS CRISTO, VIVIAM SUA PALAVRA, ERAM AMIGOS DE TODOS, PROMOVENDO A COMUNHÃO FRATERNA, ORAVAM, SE ALIMENTAM DE JESUS EUCARÍSTICO E ADORAVAM JESUS SACRAMENTADO.
O LAR ERA UMA IGREJA DOMÉSTICA ONDE A PALAVRA DEUS ERA PARTILHADA, POR ISSO DEUS OLHOU PARA ELE E PERMITIU QUE SEUS FILHOS NÃO FOSSEM ESCRAVOS.


SÃO BENEDITO FOI EDUCADO NESSA FÉ CRISTÃ, POR ISSO MESMO NÃO SABENDO LER, FAZIA PALESTRAS PARA PADRES, E BISPOS.
Diz o Ofício Litúrgico de São Benedito do próprio da Ordem Franciscana: "Benedito que pela sua cor preta foi chamado o santo preto". Benedito era de família descendente da África. Seus avós eram etíopes. Benedito, portanto, tinha a pele de cor negra. Uma piedade falsa dos séculos 19 e 20 (até os anos 50) queria atribuir uma cor de pele morena, quase branca, ao nosso santo, como se não ficasse bem a glorificação nos altares da raça negra. Assim como Benedito, também Santo Elesbão e Santa Efigênia são de cor negra e deram muitas glórias ào Senhor e à Igreja.


NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO
SEGUNDO DIA

DITINHO DESDE OS 10 ANOS FAZIA PENITÊNCIA E GOSTAVA DA SOLIDÃO.
ENQUANTO TOMAVA CONTA DO REBANHO, DITINHO REZAVA O TERÇO.
VIA EM JESUS UMA FONTE DE CONSOLAÇÃO QUE PODERIA AJUDÁ-LA A AGUENTAR O MAUS TRATOS QUE RECEBIA DE SEUS COMPANHEIROS.
AOS 18 ANOS AJUDAVA OS POBRES COM QUE GANHAVA.
AOS 21 ANOS FOI INSULTADO POR SUA COR, MAS ELE NÃO REAGIU.
UM LÍDER EREMITA VENDO SUA ATITUDE DIGNA E PACIENTE O CONVIDOU PARA PARTICIPAR DE SUA COMUNIDADE.
BENEDITO VENDEU TUDO QUE TINHA DEU AOS SEUS QUERIDOS POBRES, DESPEDIU-SE DOS PAIS E FOI.

C
ONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO AS CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS NÃO AQUENTAM MAIS SOFRER BULLYNG NA RUA, NA ESCOLA E NA IGREJA.
NEM TODOS SÃO CALMOS E PACIFICADORES, COMO SENHOR, E COMEÇA A DISCÓRDIA.
PEDE A SEU AMIGO QUE PLANTE A CALMA E A PAZ NO CORAÇÃO DAQUELES QUE SÃO HUMILHADOS.

LITURGIA DO DIA 27 DE SETEMBRO.

I LEITURA
DEPOIS CONSTRUIR O CORAÇÃO DO SEU POVO, DEUS MANDA QUE VOLTEM A RECONSTRUIR O TEMPO.

EVANGELHO 
PARA SABER QUEM É JESUS É PRECISO CONVIVER COM ELE, SABER SEU GOSTO, AS COISAS QUE FAZ, COMO AGE E COMO QUER AS COISAS.
PARA CONVIVER COM JESUS, É PRECISO CONHECER, VIVER, TESTEMUNHAR E PRATICAR  A PALAVRA DE DEUS.
É PRECISO FAZER UMA CAMINHADA DE FÉ COM ELE.
JESUS É O FILHO DE DEUS QUE POR MEIO DA CRUZ VEIO SALVAR O MUNDO PELA SUA PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO.

LIGANDO AO EVANGELHO
BENEDITO SABIA QUE JESUS ERA SEU AMIGO, UM AMIGO FIEL QUE VEIO AO MUNDO PARA SALVAR A HUMANIDADE PELA CRUZ E RESSURREIÇÃO.
DITINHO, CONHECEU VERDADEIRAMENTE JESUS, POIS NÃO SABIA LER, MAS PRESTAVA ATENÇÃO NAS HOMÍLIAS DAS MISSAS E DEPOIS COMENTAVA COM OS PAIS.
PARA ELE JESUS ERA O FILHO UNGIDO DE DEUS, A SEGUNDA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE, QUE FOI COBERTO PELO ESPÍRITO SANTO PARA NASCER DA VIRGEM MARIA, MORRER NA CRUZ PARA RESGATAR OS PECADORES E VOLTAR RESSUSCITADO, MAS PERMANECER VIVO NO MEIO DE NÓS.

NOVENÁRIO DE SÃO BENEDITO
TERCEIRO DIA
DITINHO MORAVA EM PALERMO SUA FAMA DE SANTIDADE JÁ HAVIA SE ESPALHADO. ERA SEMPRE CHAMADO PARA QUE ORASSE PELAS PESSOAS DOENTES.
CERTO DIA FOI CHAMADO NUM CASEBRE PARA CURAR UM DOENTE:
- FREI DITINHO, FREI DITINHO, FREI DITINHO, VENHA LOGO MINHA ESPOSA ESTÁ MUITO MAL.
- MAS EU NÃO POSSO FAZER NADA POR ELA, POIS NÃO SOU SACERDOTE.
- VEM, FREI, DEPRESSA.
- SE INSISTI, VOU, MAS SÓ UMA VISITA E ORAR POR ELA.
QUANDO CHEGOU A MULHER FOI LOGO DIZENDO:
- ME ACODE, FREI.ME DÁ UMA BENÇÃO, PELO AMOR DE DEUS!
CONDOÍDO PELAS DORES DA ENFERMA E PELA AFLIÇÃO DOS FAMILIARES, REZOU COM TODOS OS PRESENTES, ANIMOU A ENFERMA A TER FÉ EM DEUS E TRAÇOU UM SINAL DA CRUZ SOBRE OS SEIOS DA MULHER COM CÂNCER.
NA MESMA HORA ELA FOI CURADA FICOU UMA CICATRIZ.
FREI DITINHO SAIU APRESADAMENTE PARA QUE NINGUÉM TIVESSE TEMPO DE AGRADECER, POIS ELE SÓ REZAVA QUEM CURAVA ERA DEUS. 

CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO, FOMOS CRIADOS POR DEUS E PARA DEUS, MAS O HOMEM ESTÁ SEMPRE MAL POR CAUSA DO PECADO E  TEM DOENÇAS QUE NÃO TEM.
SÃO BENEDITO, AJUDA O HOMEM A ENCONTRAR O CAMINHO DA CURA DAS DOENÇAS FÍSICAS, SINTOMÁTICAS E ESPIRITUAIS PELA  ACEITAÇÃO DA CRUZ, COMO JESUS ACEITOU.


I LEITURA
AS MURALHAS DE JERUSALÉM TEM QUE SER DERRUBA PARA 
LIBERTAR O POVO.
DEUS PROMETE VIR HABITAR NO MEIO DE SEU POVO E LIBERTÁ-LO.
ESSA LIBERTAÇÃO CHEGA COM A PAIXÃO,MORTE E RESSURREIÇÃO.
EVANGELHO
A ADMIRAÇÃO DAS PESSOAS POR TUDO O QUE JESUS FAZIA, OBRIGA-O
A ANUNCIAR A SUA PAIXÃO PELA SEGUNDA VEZ.
JESUS AVISA OS DISCÍPULOS, PORQUE ELES ESTÃO SE DEIXANDO LEVAR 
PELAS APARÊNCIAS, POIS ELE NÃO VEIO AO MUNDO COMO UM 
MESSIAS TRIUNFALISTA, PODEROSO, MAS ERA PRECISO PASSAR PELA 
PAIXÃO PARA QUE LUZ DA RESSURREIÇÃO SE ACENDE PARA TODOS 
AQUELES QUE FAZEM A VONTADE DEUS.
JESUS QUERIA QUE SEUS DISCÍPULOS COMPREENDESSEM QUE A DOR FAZ 
PARTE DA FIDELIDADE DO REINO DE DEUS.
O DISCÍPULO MISSIONÁRIO DEVE VER JESUS COMO AQUELE QUE DÁ A 
MAIOR PROVA DE AMOR PARA O SALVAR PELA SUA CRUZ E RESSURREIÇÃO.
ELE DEVE DEIXAR A LUZ DO RESSUSCITADO CONDUZI-LO PARA O CAMINHO 
DO BEM QUE O LEVARÁ NO FUTURO PARA CASA DE DEUS.
LIGANDO AO EVANGELHO
BENEDITO DEIXAVA QUE A LUZ DO CRISTO RESSUSCITADO O ILUMINASSE PARA QUE PUDESSE ALIVIAR O PESO DA CRUZ DE QUEM A ELE SE ACHEGASSE.


NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO
QUARTO DIA
O ARCEBISPO DE PALERMO, DOM DIOGO D'ABEDO, GOSTAVA DE FICAR NO CONVENTO PARA DESCANSAR E REZA NO CONVENTO DE SANTA MARIA DI GESÚ.
ERA NATAL.
DITINHO EM VEZ DE PREPARAR O ALMOÇO DO ARCEBISPO, FOI RECEBER A EUCARISTIA E SENTE QUE SEU CORAÇÃO É UM PRESÉPIO DE NATAL.
CAIU EM ÊXTASE, FICANDO ARREBATADO POR VÁRIAS HORAS, SEM LEMBRAR DOS TRABALHOS DA COZINHA.
ANTES DE COMEÇAR A MISSA SOLENE PONTIFICIAL, O SUPERIOR FOI A COZINHA E VIU O FOGO APAGADO.
O CONVENTO ENTRA EM POLVOROSA PARA NÃO FAZER FEIO DIANTE DO ARCEBISPO.
QUANDO O ENCONTRARAM A CONTEMPLAR O MENINO JESUS, CHAMANDO SUA ATENÇÃO QUANTO AO ALMOÇO.
A RESPOSTA DE BENEDITO O DESCONCERTOU:
- NÃO SE AFLIJA, IRMÃO!
APÓS A MISSA, ACENDEU UMA VELA E VOLTOU A REZAR.
OS IRMÃOS O INJURIAVAM, REVOLTADOS COM A PREGUIÇA E O DESCANSO DO FRADE NEGRO.
VIAM A VERGONHA DIANTE DOS OLHOS.
DITINHO CALOU-SE E CALMAMENTE ACENDEU O FOGO.
QUANDO CHEGOU O HORÁRIO DA REFEIÇÃO E O SUPERIOR ORDENOU A ARRUMAÇÃO DA MESA, VIRAM DOIS BELOS JOVENS ACABANDO DE PREPARAR UM SUCULENTO BANQUETE PARA P ARCEBISPO E TODOS DO CONVENTO.
AS INJÚRIAS SE TRANSFORMARAM EM LOUVORES E GRAÇAS AO SENHOR E AO HUMILDE SERVO.

CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENDITO OS RICOS ESTÃO CADA VEZ MAIS RICOS E ÃO SE PREOCUPAM COM OS MENDIGOS QUE PASSAM FOME E ÀS VEZES NÃO TEM NEM ONDE DORMIR.
PEDE A SEU AMIGO JESUS PARA MOSTRAR AOS RICOS O CAMINHO DA CONVERSÃO E OS POBRES O CONSOLO DE SER OS FILHOS PREFERIDOS DE SEU PAI.
ABENÇOA A MESA DOS BRASILEIROS PARA QUE SE POR VENTURA FALTA ALIMENTO QUE NÃO FALTE A FÉ E A ESPERANÇA EM DIAS MELHORES.

I LEITURA
OS RICOS E PODEROSOS DE ISRAEL VIVEM DA EXPLORAÇÃO DO POVO DEIXANDO OS POBRES SEM DIREITO E SEM JUSTIÇA.
II  LEITURA
O RICO, DEPOIS DE CONVERTIDO, PODE ADORAR O DEUS VIVO, POIS JÁ SE DESAPEGOU DO BENS MATERIAIS SENDO CAPAZ DE REPARTIR O QUE TEM COM OS POBRES.
EVANGELHO
O HOMEM RICO ERA POBRE PARA DEUS, POIS NUNCA SE PREOCUPOU COM AS PESSOAS QUE O RODEAVAM, ELE VALORIZAVA A SUA RIQUEZA E AS FESTAS QUE DAVA,
O HOMEM POBRE SÓ TINHA DEUS PARA SOCORRÊ-LO EM SUAS NECESSIDADES, NÃO RECLAMA DE SUA SITUAÇÃO E AMA A DEUS E FAZ SUA VONTADE.
NÃO FOI A FORTUNA QUE AFASTOU O RICO DA SALVAÇÃO, MAS SUA GANÂNCIA E INSENSIBILIDADE DIANTE DO SOFRIMENTO.

LIGANDO AO EVANGELHO 
BENEDITO NÃO RECEBEU BENS MATERIAIS NESTA VIDA, MAS SOUBE SER SOLIDÁRIO E  PRATICAR A CARIDADE PARA COM AQUELES QUE NECESSITAVAM DO ALIMENTO MATERIAL E ESPIRITUAL. 



NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO
QUINTO DIA
COMO SUPERIOR FREI DITINHO TOMAVA CONTA DE TODOS COM CARINHO, RESPEITO E AMOR, CUIDANDO DA FORMAÇÃO INTELECTUAL, DIMENSÃO PASTORAL, DIMENSÃO ESPIRITUAL, DIMENSÃO HUMANO-AFETIVA, CULTURA, ESPORTE E LAZER.
A FORMAÇÃO CONTAVA COM O APROFUNDAMENTO DA EXPERIÊNCIA DE DEUS, DA VIDA COMUNITÁRIA E A COMPREENSÃO DA IGREJA E DO MINISTÉRIOS PRESBITERAL.
FREI DITINHO FOI UM GRANDE FORMADOR, MAS...
A TENTAÇÃO ATACA A TODOS PRINCIPALMENTE OS VOCACIONADOS.
CERTA VEZ, TRÊS JOVENS RESOLVEM FUGIR DO CONVENTO, MAS FREI DITINHO OS FEZ VOLTAR.
MESES DEPOIS, ELES CAEM DE NOVO NA TENTAÇÃO DE FUGIR, E TOMAM O MAIOR CUIDADO, PARA QUE NINGUÉM FICASSE SABENDO DE NADA.
QUANDO NOVAMENTE GANHAM A RUA, DÃO DE FRENTE COM FREI DITINHO, QUE ABRE OS BRAÇOS, DIZENDO:
- ALTO LÁ, ONDE PENSAM QUE VÃO?
OS TRÊS RECONHECERAM UM SINAL AFIM DE PERSEVERAREM PEDEM PERDÃO A DITINHO, PROMETENDO NÃO FUGIR.

CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO, AJUDA REITORES E TODOS ENVOLVIDOS NA PASTORAL VOCACIONAL, PARA QUE TENHAM PACIÊNCIA COM OS SEMINARISTAS, PARA QUE ELES POSSAM SER PERSEVERANTES NA SUA VOCAÇÃO.

 I LEITURA 
O JEJUM QUE DEUS ESPERA E EXIGE É A JUSTIÇA SOCIAL E AMOR AO PRÓXIMO A COMEÇAR PELOS MARGINALIZADOS.
EVANGELHO
ENQUANTO PERSISTIR ENTRE OS DISCÍPULOS O DESEJO DO PODER, NÃO HAVERÁ POSSIBILIDADE ALGUMA DE CONSTRUIR O REINO DE DEUS.
OS ATOS DE PODER DE JESUS E O SEU ENSINAMENTO LIBERTAM AS PESSOAS DA CADEIA DO MAL E AS TORNAM CAPAZES DE VIVER A VONTADE DE DEUS EM SUA VIDA.
O DISCÍPULO MISSIONÁRIO DEVE SE PREOCUPAR EM AJUDAR JESUS A CONSTRUIR UMA SOCIEDADE SEM EXCLUSÃO SOCIAL.


LIGANDO AO EVANGELHO
PARA SÃO BENEDITO, O MAIOR DE UMA COMUNIDADE SÃO OS DESPREZADOS, COMO AS CRIANÇAS, OS POBRES, OS MARGINALIZADOS, PORQUE JESUS ESTÁ NO MEIO CONSTRUINDO NO CORAÇÃO DE CADA O REINO DE SEU PAI.
SÃO BENEDITO SEMPRE FALAVA, AOS SEU VOCACIONADOS:
- OS PRIMEIROS PASSOS PARA OS QUE SEGUEM JESUS SÃO DISPONIBILIDADE CONTINUA, CAPACIDADE DE RENUNCIAR A SEGURANÇA E, INICIANDO O CAMINHO, NÃO VOLTE PARA TRÁS, POR MOTIVO NENHUM.


NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO
SEXTO DIA
DITINHO TINHA O DOM DA CIÊNCIA INFUSA, ISTO É, SABIA SEM APRENDER.
SEM SABER E ESCREVERAM CONSEGUIA DAR AULAS SOBRE TODOS OS ASSUNTOS LIGADOS À RELIGIÃO, À ORDEM OU A FÉ,
TINHA CLAREZA , ESPÍRITO E UNÇÃO.
TEÓLOGOS E MESTRES OUVIAM ATENTAMENTE O GRANDE SANTO.

CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO, PEDE A DEUS QUE CONTINUE COMUNICANDO O CONHECIMENTO PARA QUEM ORA COM FÉ BUSCANDO A SUA TRANSFORMAÇÃO.

I LEITURA
ZACARIAS PROFETIZOU A LIBERTAÇÃO DO POVO DE DEUS DO PECADO POR JESUS.
EVANGELHO
 JESUS VAI A JERUSALÉM PARA FAZER A VONTADE DE DEUS DE RESGATAR OS SEU POVO DO PECADO PARA QUE ELE TIVESSE VIDA PLENA.
OS DISCÍPULOS NÃO CONSEGUEM ENTENDER A MISERICÓRDIA DE JESUS QUE NÃO QUER SE VINGAR DOS SAMARITANOS QUE SE RECUSAM A RECEBE-LOS EM SUA CIDADE.
OS DISCÍPULOS DESEJAM IRA E VINGANÇA, MAS JESUS QUER PAZ, MANSIDÃO,
AMOR E VIDA.
O DISCÍPULO MISSIONÁRIO DEVE SE CONVERTE CONFESSANDO TODOS OS SEUS ERROS, PERTENCER A UMA COMUNIDADE, AMADURECER SUA FÉ SE ALIMENTANDO DA EUCARISTIA PARA PODER COLOCAR-SE A SERVIÇO DO REINO DE DEUS E DA MISSÃO, ESPALHANDO A PALAVRA DEUS QUE GERA AMOR, JUSTIÇA E VIDA. 
LIGANDO AO EVANGELHO
SÃO BENEDITO ENTENDIA A MISERICÓRDIA QUE VEM DEUS E QUE É CAPAZ DE PRODUZIR PAZ, AMOR,VIDA NA COMUNIDADE, FAZENDO AS PESSOAS E OS MONGES PARA QUE PUDESSE COLOCAR-SE A SERVIÇO E SAIR EM MISSÃO.

NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO
SÉTIMO DIA
MUITOS MILAGRES REALIZOU DITINHO SEMPRE COM A AJUDA DE JESUS SACRAMENTADO, COMO RESSURREIÇÃO DE DOIS MENINOS, A CURA DE VÁRIOS CEGOS E SURDOS, A MULTIPLICAÇÃO DE ALIMENTOS NA SUA COZINHA.
UMA SENHORA SAÍA DO CONVENTO EM UMA CHARRETE E TRAZIA NOS BRAÇOS SEU FILHINHO ADORMECIDO.
POR NUNCA DEIXAR FALTA NADA PARA ALIMENTAR QUEM APARECESSE NO CONVENTO, É CONSIDERADO O PROTETOR DA COZINHA, DOS COZINHEIROS, CONTRA A FOME E A FALTA DE ALIMENTOS.

CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO PEDE A JESUS SACRAMENTADO QUE NUNCA DEIXE FALTAR ALIMENTO NA MESA DE SEUS AMADOS POBRES.
LITURGIA DO DIA 02 DE OUTUBRO
AMAR PEQUENINOS, FRACOS E POBRES.
MATEUS 18, 1-10
I LEITURA
SERVIR A DEUS É RESPEITAR E OBEDECER O ANJO DO SENHOR QUE GUIARÁ O POVO ATÉ A TERRA PROMETIDA.
ESSE PESSOA É O LÍDER QUE AJUDA O POVO A COMPREENDER E A FAZER A VONTADE DE DEUS.
EVANGELHO
A COMUNIDADE CRISTÃO NÃOS SE BASEIA NA RIQUEZA E NO PODER
NELA É O MAIOR OU MAIS IMPORTANTE AQUELE SE CONVERTE, DEIXANDO DE LADO AS PRETENSÕES SOCIAIS PARA CONSTRUIR UMA COMUNIDADE QUE ACOLHE COM FRATERNIDADE JESUS NA PESSOA DOS PEQUENINOS, FRACOS E POBRES.
LIGANDO AO EVANGELHO
SÃO BENEDITO SABIA AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO E SEMPRE FAZIA A VONTADE, POR ISSO NÃO SONHAVA EM SER O MELHOR, MAS SERVIR A DEUS E SUA COMUNIDADE PELA COMUNHÃO FRATERNA E DEFENDIA OS PEQUENOS, FRACOS E POBRES PARA QUE NADA LHES FALTASSE.
DITINHO PROFETIZOU PROFETIZOU QUE QUANDO MORRESSE TERIA QUE SER ENTERRADO ÀS PRESSAS PARA EVITAR PROBLEMAS PARA OS IRMÃOS.
E A PROFECIA SE CUMPRIU, POIS UMA MULTIDÃO INVADIU O MOSTEIRO PARA CONSEGUIR ALGUM OBJETO SEU OU UM PEDAÇO DE SUA ROUPA DE MONGE PRA TEREM COMO RELÍQUIA DO SANTO POBRE E HUMILDE, CAUSANDO PROBLEMAS PARA O CONVENTO.

NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO
OITAVO DIA
DITINHO PROFETIZOU QUE QUANDO MORRESSE TERIA QUE SER ENTERRADO ÀS PRESSAS PARA EVITAR PROBLEMAS PARA OS IRMÃOS.
E A PROFECIA SE CUMPRIU, POIS UMA MULTIDÃO INVADIU O MOSTEIRO PARA CONSEGUIR ALGUM OBJETO SEU OU UM PEDAÇO DE SUA ROUPA DE MONGE PRA TEREM COMO RELÍQUIA DO SANTO POBRE E HUMILDE, CAUSANDO PROBLEMAS PARA O CONVENTO.
CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO AJUDA AS PESSOAS A SE TORNAREM DISCÍPULOS DE JESUS PARA QUE O REINO DE DEUS CRESÇA CADA VEZ MAIS.
LITURGIA DO DIA 3 DE OUTUBRO
PLANEJAMENTO DA MISSÃO
LUCAS 10, 1-12
I LEITURA
O POVO SE COMPROMETE EM OBSERVAR OS MANDAMENTOS, PORQUE O QUE TINHA LEVADO AQUELE POVO AO EXÍLIO, AO SOFRIMENTO E A TUDO AQUILO QUE VIVAM DE TRAGÉDIAS FOI O AFASTAMENTO DE DEUS.
DEUS AGE NA HISTÓRIA PARA LIBERTAR O POVO.
EVANGELHO 
Jesus escolheu outros setenta e dois discípulos, que não eram os Apóstolos e os enviou à sua frente aos lugares onde ele deveria ir, nos mostrando, assim, que a obra evangelizadora da Igreja não é uma atividade exclusiva dos que pertencem à sua hierarquia, mas é compromisso de todos os que lhe pertencem, que são Igreja, porque todos são, pela graça do batismo, operários da messe do Senhor. E os leigos e leigas, de um modo especial, estão sujeitos às ameaças do mundo por isso são enviados como cordeiros no meio de lobos, uma vez que irão testemunhar, no meio do mundo, os valores que não são do mundo, despertando para si o ódio do mundo, que rejeita o Reino de Deus que é anunciado.
CNBB
O DISCÍPULO MISSIONÁRIO DEVE VIVER OS MANDAMENTOS PARA PODER TRANSMITIR FÉ E TER NO CORAÇÃO DESEJO DE SEGUIR JESUS PARA ANUNCIAR O REINO DE DEUS.
LIGANDO AO EVANGELHO

SÃO BENEDITO FEZ SEMPRE A VONTADE DE DEUS, PREGOU SUA PALAVRA, VIVEU OS MANDAMENTOS, AJUDOU MUITAS PESSOAS A SE ENCONTRAREM COM O CRISTO RESSUSCITADO, DESPERTANDO A FÉ NO CORAÇÃO DO POVO E DE SEUS MONGES.
NO NOVENÁRIO SÃO BENEDITO
OITAVO DIA
CONVERSANDO COM SÃO BENEDITO
PARA SEGUIR É PRECISO SE CONVERTER
 LUCAS 10,13-15
I LEITURA
O POVO RELEMBRAVA A QUEDA DE JERUSALÉM E RECONHECE O PECADO E SE SOLIDARIZA COM AS GERAÇÕES PASSADAS, PARA PODER SE CONVERTER E BUSCAR A JUSTIÇA DE DEUS.
EVANGELHO
Existem pessoas que vivem profundamente uma religião, mas na verdade essas pessoas não possuem fé. Fazem da religião um ritualismo e um cumprimento de preceitos e conhecem todos os seus dogmas e suas normativas morais, porém não possuem fé, porque não se sentem interpelados por Deus para a mudança de vida tanto em nível pessoal como comunitário. São pessoas que como diz o profeta Isaías, louvam a Deus com os lábios, mas seus corações estão longe dele, porque na verdade, não compreenderam que Deus é amor. O coração que se aproxima de Deus é o coração que é capaz de amar, não com romantismo, mas com compromisso de solidariedade, de busca de libertação, de luta contra a exclusão. Este sim, é o verdadeiro amor, e esta é a verdadeira conversão.
CNBB




Primeiramente, depositaram o corpo no túmulo do convento, onde os outros confrades já haviam sido sepultados. O local não era de fácil acesso e o tropel dos romeiros incomodava a silenciosa comunidade. Eram muitos que queriam rezar na sepultura e o número de devotos aumentava, a cada dia, mais e mais, devido aos milagres que ali aconteciam.
            Em 1591, dois anos depois da sua morte, foram transladados seus restos mortais. Através da autorização dada pelo Cardeal Mathei ao Pe. Lourenço Galatino, visitador da Província Franciscana da Sicília, este colocou os despojos de Benedito numa urna e a depositou  numa parede grossa da sacristia da igreja de Santa Maria de Jesus. Melhorou para o povo, mas acabou o sossego da sacristia. Além do mais, o local era pequeno e as romarias estavam crescendo cada vez mais. Com o correr dos dias, a sacristia virou capela, com o povo ali rezando, cantando e pagando promessas. Isso durante dezenove anos.
            Os frades de Santa Maria resolveram pedir à Santa Sé nova transladação, desta vez, levando os despojos de São Benedito para a igreja. O cardeal Pinello, Prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, em carta de 11 de março de 1611, permitiu a nova transladação, que foi realizada no dia 3 de outubro do mesmo ano, com a presença do Cardeal Dória. A festa foi muito bonita, com uma imponente procissão, em que o povo carregava os restos mortais do glorioso São Benedito numa preciosa urna de cristal.
            Hoje, o corpo de São Benedito está colocado numa capela lateral da Igreja de Santa Maria de Jesus, o velho convento franciscano, a três quilômetros de Palermo.


Primeiramente, depositaram o corpo no túmulo do convento, onde os outros confrades já haviam sido sepultados. O local não era de fácil acesso e o tropel dos romeiros incomodava a silenciosa comunidade. Eram muitos que queriam rezar na sepultura e o número de devotos aumentava, a cada dia, mais e mais, devido aos milagres que ali aconteciam.
            Em 1591, dois anos depois da sua morte, foram transladados seus restos mortais. Através da autorização dada pelo Cardeal Mathei ao Pe. Lourenço Galatino, visitador da Província Franciscana da Sicília, este colocou os despojos de Benedito numa urna e a depositou  numa parede grossa da sacristia da igreja de Santa Maria de Jesus. Melhorou para o povo, mas acabou o sossego da sacristia. Além do mais, o local era pequeno e as romarias estavam crescendo cada vez mais. Com o correr dos dias, a sacristia virou capela, com o povo ali rezando, cantando e pagando promessas. Isso durante dezenove anos.
            Os frades de Santa Maria resolveram pedir à Santa Sé nova transladação, desta vez, levando os despojos de São Benedito para a igreja. O cardeal Pinello, Prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, em carta de 11 de março de 1611, permitiu a nova transladação, que foi realizada no dia 3 de outubro do mesmo ano, com a presença do Cardeal Dória. A festa foi muito bonita, com uma imponente procissão, em que o povo carregava os restos mortais do glorioso São Benedito numa preciosa urna de cristal.
            Hoje, o corpo de São Benedito está colocado numa capela lateral da Igreja de Santa Maria de Jesus, o velho convento franciscano, a três quilômetros de Palermo.


UM SUSTO FEZ COM QUE OS CAVALOS DERRUBASSEM A CHARRETE, A MÃE COM A CRIANÇA.
A CRIANÇA  MORREU E A MÃE FICOU DESESPERADA.
DITINHO TOMOU A CRIANÇA NO COLO, OROU COM GRANDE FERVOR E O MENINO VOLTOU A VIDA.




 As duas profecias se cumpriram. Benedito faleceu em 4 de abril e pouca gente compareceu ao velório, pois, nos arredores de Palermo, estava se celebrando, nesse dia, a festa do Divino, numa Igreja do Espírito Santo.
            A morte de São Benedito foi realmente linda porque ele se preparou para morrer. Naquele dia 4 de Abril, terça-feira de Páscoa, o Santo teve o prazer e a felicidade de receber todo o consolo a que tinha direito da parte da Igreja: confissão, comunhão (viático), unção dos enfermos, últimas orações, inclusive a “bênção papal”, que os sacerdotes têm delegação para dar aos agonizantes.
            Benedito assentou-se na cama e, olhando para o céu, rezava e contemplava. Invocava seus santos padroeiros: São Francisco, São Miguel, São Pedro e São Paulo e Santa Úrsula.
            A certa altura das orações e, depois de uma visão que teve de Santa Úrsula, rezou em voz alta: “Em vossas mãos, Senhor, entrego meu espírito”, oração que se rezava diariamente no Ofício da noite, chamado Completório. Dizendo isso, ele deitou-se, fechou os olhos e deu o último suspiro.

O SEPULTAMENTO

            Não sabemos por quantas horas o corpo de São Benedito foi velado. Mas não foram senão poucas. O corpo foi levado para a igreja do convento, onde a comunidade cantou o Ofício dos Defuntos e, logo depois, o sepultaram no cemiteriozinho do local.
            Quando o povo ficou sabendo que o Santo havia falecido e já estava sepultado, se dirigiam para o convento e queriam rezar em seu túmulo. Depois começaram a implorar por relíquias dele. Suas roupas, as roupas de cama onde faleceu foram reduzidas as tiras, que cada um levou com muita satisfação. Até sua cama e colchão foram feitos em pedacinhos, que eram avidamente disputados pelos visitantes.
            Até agosto, quatro meses após a morte do Santo, muita gente chegava diariamente a Santa Maria de Jesus, pedindo para visitar a sepultura do Servo de Deus. Aquele convento de San Fratello foi se tornando um santuário.

OS RESTOS MORTAIS

           Primeiramente, depositaram o corpo no túmulo do convento, onde os outros confrades já haviam sido sepultados. O local não era de fácil acesso e o tropel dos romeiros incomodava a silenciosa comunidade. Eram muitos que queriam rezar na sepultura e o número de devotos aumentava, a cada dia, mais e mais, devido aos milagres que ali aconteciam.
            Em 1591, dois anos depois da sua morte, foram transladados seus restos mortais. Através da autorização dada pelo Cardeal Mathei ao Pe. Lourenço Galatino, visitador da Província Franciscana da Sicília, este colocou os despojos de Benedito numa urna e a depositou  numa parede grossa da sacristia da igreja de Santa Maria de Jesus. Melhorou para o povo, mas acabou o sossego da sacristia. Além do mais, o local era pequeno e as romarias estavam crescendo cada vez mais. Com o correr dos dias, a sacristia virou capela, com o povo ali rezando, cantando e pagando promessas. Isso durante dezenove anos.
            Os frades de Santa Maria resolveram pedir à Santa Sé nova transladação, desta vez, levando os despojos de São Benedito para a igreja. O cardeal Pinello, Prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, em carta de 11 de março de 1611, permitiu a nova transladação, que foi realizada no dia 3 de outubro do mesmo ano, com a presença do Cardeal Dória. A festa foi muito bonita, com uma imponente procissão, em que o povo carregava os restos mortais do glorioso São Benedito numa preciosa urna de cristal.
            Hoje, o corpo de São Benedito está colocado numa capela lateral da Igreja de Santa Maria de Jesus, o velho convento franciscano, a três quilômetros de Palermo.

GSua alma contemplativa o levara continuamente à solidão ou à oração diante do sacrário, para o encontro com o Senhor. Fenômenos místicos se sucederam nessas ocasiões, como, por exemplo, receber nos braços o Menino Jesus. Daí ser mostrado em algumas imagens com Jesus Menino nas mãos. Devoções prediletas do santo eram a Eucaristia e Nossa Senhora. Eis a razão pela qual imagens como a da Igreja Matriz de Pedreiras o apresentam com o ostensório nas mãos.rande é o numero de milagres de São Benedito, inclusive a ressurreição de dois meninos, a cura de vários cegos e surdos, a multiplicação de peixes e pães, e vários outros milagres. Alguns milagres de multiplicação de alimentos aconteceram na cozinha de São Benedito. Por isso, ele é tido carinhosamente pelo povo como o Santo Protetor da cozinha, dos cozinheiros, contra a fome e a falta de alimentos.
Mandava os porteiros não dispensarem nenhum pobre sem antes dar-lhes alimento e ajuda, mesmo na dificuldade do mosteiro. Quando termina seu mandato como superior, ele volta com alegria para o seu ofício de cozinheiro.


SÃO BENEDITO, O SANTO MOURO




SÃO BENEDITO, O SANTO MOURO
Nosso Padroeiro[editar]


Casados, Cristovam e Diana viviam como bons cristãos, fiéis à Lei do Senhor e humildes numa vida de oração e trabalho. Sua mãe, conforme consta do processo de beatificação de São Benedito, era devota fervorosa do Santíssimo Sacramento e extremamente caridosa para com os pobres, dons que Benedito herdaria por toda a vida. Cristovam era fervoroso, voltado para Deus, a família e o trabalho. Recitava diariamente com edificante piedade o Rosário de Maria e o ensinava a quantos com ele trabalhava. Diante dele ninguém blasfemava ou dizia obscenidade. Tantas vezes podia, aproximava-se da Mesa Eucarística. Mereceu a confiança dos patrões, pela honestidade e retidão que o caracterizavam no trabalho. Por isso, foi nomeado chefe dos trabalhadores. Dispunha os seus bens em favor dos mais pobres.


Um fato que chama a atenção na vida do pai de Benedito: por ciúmes, alguns companheiros de trabalho o caluniaram, dizendo que ele dilapidava os bens do patrão em nome da caridade. O honesto feitor viu-se do dia para a noite deposto de seu cargo, sofrendo vergonha e humilhação. Deus veio em seu socorro: os negócios de Manasseri não iam bem e sua terras terras já não produziam como antes. Morriam seus animais e seus campos eram vítimas de pragas. O patrão percebeu a injustiça que havia cometido e mandou chamar Cristovam e o reintegrou no cargo de ofício, com mais pode e autoridade que antes. Fez ainda mais: deu ao escravo piedoso e fiel, toda a liberdade para socorrer os pobres que o procurassem. Deu muitas esmolas e os negócios de Manasseri prosperaram.


Cristovam e Diana


Outro fato que chama a atenção nos pais de Benedito é de que fizeram voto de castidade ao contraírem matrimônio, vivendo na penitência, no trabalho e na oração. Foi o patrão quem persuadiu os pais à exercerem os seus direitos de matrimônio, prometendo dar liberdade aos seus descendentes. Assim o fizeram, assim nasceu Benedito, fruto de uma bênção especial de Deus: Bendito! Bendito! Bendito! Era o ano de 1524. Nasceu livre quanto à condição, e mais livre quanto à santa liberdade dos remidos pelo Sangue do Cordeiro. Dele se dizia: Negro e muito formoso, devido os traços finos de seu rosto.


A formação cristã do pequeno Benedito se deve à sua mãe, Diana, virtuosa e rica da graça do Senhor. Benedito crescia em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Cristovam e Diana, repartindo o tempo entre a oração,o trabalho e a educação de seu primogênito, viviam santamente e Benedito era levado à Igreja pelas mãos paternas. Tiveram outros filhos: Marcos, Baldassara e Fradella. Esta casou-se com um escravo chamado Antonio Nastasi, com o qual teve uma filha, Violante, que mais tarde entrou para um convento da Ordem Terceira de São Francisco, recebendo o hábito de seu tio Benedito. Chamou-se Soror Benedita e viveu santamente. Morreu em Palermo, e há testemunhas que atestam milagres operados por Deus com a sua intercessão.


Benedito foi pastor de ovelhas. Foi muito fiel ao seu dever. Enquanto pastoreava, rezava piedosamente o Rosário. Procurava os lugares mais afastados, pelos altos montes, com boa pastagem e água para seu rebanho, para poder também orar e meditar. Certa vez o encontraram escondido em uma gruta, num momento de folga, de joelhos, olhos fixos no céu, todo arrebatado em êxtase. A partir desse dia, nunca mais o ridicularizaram.


Aos dezoito anos, Benedito se abrasou no amor do Senhor e demonstrou interesse em se dedicar totalmente a Jesus. Com sacrifícios, conseguiu comprar uma junta de bois, e com eles passou a ganhar alguns trocados e socorrer os pobres. Isso durou até completar vinte e um anos de idade.


Altar onde se encontra a imagem de São Benedito em nossa Igreja matriz Frei Jerônimo Lanza, natural de San Marco, abandonou o mundo e se recolheu com alguns companheiros num eremitério de Santa Dominica, na região de Caronia. O Papa Júlio III autorizou aos novos eremitas professarem a Regra Seráfica de São Francisco, juntando ainda aos votos de pobreza, obediência e castidade, o voto de vida quaresmal, que os levava a jejuar 3 dias por semana. Numa de suas viagens, Jerônimo conheceu Benedito, que num momento de descanso era injuriado e zombado pelos companheiros de trabalho por causa da cor da pele. Frei Jerônimo ouviu e repreendeu severamente os injustos e lhes disse em tom profético: "Ah! hoje fazeis caçoada e ridicularizais este pobre negrinho; mas daqui a poucos anos vereis a sua fama correr todo o mundo!". Voltando-se para o patrão lhe disse: " Eu vos recomendo muito este moço porque logo ele virá em minha companhia e se há de tornar um santo religioso!"


Alguns dias depois, Frei Jerônimo voltou àquele lugar e diz, ao ver Benedito: "Que fazes aqui? Vamos! Vende estes bois e vem comigo." Benedito não teve dúvidas e o seguiu. Seus pais, não obstante necessitassem da ajuda monetária do filho, não se opuseram à vocação do filho.


Os irmãos Eremitas Franciscanos levavam vida austera, em extrema pobreza. Mendigavam o pouco de pão nas vizinhanças, e tinham algumas ervas e água para sustentar. A habitação era paupérrima, estreita e sem conforto. Vestiam-se de grosseiro pano e passavam longas horas em oração. Depois da sua profissão solene, Benedito quis usar um manto parecido com o de São Paulo Eremita, feito de folhas de palmeira, com um capuz de lã muito velha protegendo a cabeça. Em 1562, contando o santo com 38 anos de idade, o Papa Pio IV, ouvindo os apelos de eremitas que não suportavam os rigores do 4º voto, o de vida quaresmal, ordenou que os eremitas de Frei Jerônimo se recolhessem a qualquer dos conventos franciscanos regulares, dispensando-os do 4º voto.


Benedito, indeciso quanto ao convento em que se recolheria, foi orar na Catedral Metropolitana de Palermo, diante da imagem de Nossa Senhora, sob o título de Madona di Libera Inferni e, chorando, pediu a intercessão da Mãe para a sua escolha. Ouviu a voz da Mãe falando no seu coração: "Meu filho, é vontade de Deus que entres para a Ordem dos Frades Menores Reformados": Sua vocação estava resolvida! Agradecendo à Maria, foi imediatamente ao Convento de Santa Maria di Gesú, duas milhas de Palermo.
Fatos importantes da vida de Benedito no Convento de Santa Maria di Gesú:[editar]
foi recebido em festa pelo Guardião dos Franciscanos Frei Arcângelo de Scieli, que conhecia sua fama de santidade;
depois de poucos dias, foi enviado ao Convento de Sant'Ana di Giuliana, um dos Mosteiros mais fervorosos da Ordem;
após 3 anos, voltou ao Convento de Santa Maria di Gesú, onde ficaria até a morte;
seu primeiro ofício foi o de cozinheiro, juntando a atividade de Marta à contemplação de Maria (Lc 10, 38-42).


Fez da cozinha um santuário de oração, vivendo sempre alegre e cheio de mansidão para com todos;
início dos prodígios: o Capítulo da Ordem iria se realizar no Convento. Devido a neve, os frades não poderiam mendigar conforme a Regra estabelecia. Por descuido, o Superior não providenciou o necessário. Como a situação era grave, Benedito chamou um de seus auxiliares e o mandou encher umas vasilhas de água. Diante do espanto do Irmão, que sabia não haver carnes ou peixes para a refeição, Benedito replicou: enche as vasilhas e cobre-as com tábuas. Recolheu-se aos seus aposentos e pôs-se a rezar. Ao amanhecer, chama seu auxiliar e vão à cozinha. Ali ocorreu o milagre: grandes peixes, suficientes para várias refeições, estavam nas panelas;
certo dia a carne chegou atrasada e os frades começaram a pedir a mesma. Benedito disse que a mesma estava ao fogo há poucos minutos, mas iria ver o que fazer. Encontrou a carne bem temperada, cozida e pronta;
trinta operários prestavam serviços voluntários no convento. Certo dia, porque vieram sem prévio aviso, encontraram as despensas do Convento vazias. Benedito pôs-se em oração e serviu farta refeição aos operários e ainda sobraram alimentos para a despensa;
Sem lenha para o fogão, Benedito subiu ao monte e encontrou uma grande árvore derrubada por raio. Seriam necessários vários homens fortes para conduzirem a mesma. No entanto Benedito a colocou no ombro sem nenhum esforço, causando espanto a todos os que viam a cena;
O Arcebispo de Palermo, Dom Diogo d´Abedo, gostava de se recolher uns dias para descansar e rezar no Convento de Santa Maria di Gesú. Vindo para as festas do Natal, trouxe consigo grande quantidade de víveres. Na missa da aurora do Natal, Frei Benedito, abrasado de santo amor, vai receber a Santa Comunhão. Sente o Menino Jesus em seu coração como no presépio de Belém.
COZINHANDO PARA O ARCEBISPO COM A AJUDA DO ANJO


Chora ao contemplar um quadro ao lado do Altar. Caiu em êxtase, ficando ali várias horas arrebatado, sem pensar nos trabalhos da cozinha. Quando estava para começar a Missa solene Pontifical, o Superior foi à cozinha e viu o fogo apagado. Clamou por Benedito, reclamando o almoço para logo depois da Missa. O Convento ficou em polvorosa, para não fazer feio diante do Arcebispo. Foi o turiferário quem encontrou Benedito a contemplar o Menino Jesus , chamando sua atenção quanto ao almoço. A resposta de Benedito o desconcertou: Não se aflija, irmão! Após a Missa, acendeu uma vela e voltou a rezar. Os irmãos o injuriavam, revoltados com a preguiça e o descaso do frade negro. Viam a vergonha diante dos olhos. Benedito calou-se e calmamente acendeu o fogo. Quando chegou o horário da refeição e o Superior ordenou a arrumação da mesa, viram dois belos jovens acabando de preparar suculento banquete para o Arcebispo e todos do convento. As injúrias se transformaram em louvores e graças ao Senhor e ao humilde servo.


CARGOS QUE BENEDITO OCUPOU
Benedito era leigo e analfabeto. Mesmo assim, tornou-se Superior do Convento e modelo admirável no governo daquela casa;
em 1578, reuniu-se o Capítulo Provincial dos Franciscanos no Convento de Santa Maria dos Anjos, em Palermo. Houve a separação da Reforma e da Observância da Regra, sendo que o Convento onde Benedito morava passou à Ordem Reformada. Frei Benedito foi eleito Superior, por sua santidade e servidão. Enquanto todos se alegravam, Benedito se entristeceu e procurou o Padre Superior, rogando que o liberasse desse cargo, pois era analfabeto e ignorante. Seu Superior não o liberou e, em nome da Santa Obediência declarou: Doravante serás o Superior do Convento de Santa Maria di Gesú. A Benedito coube somente obedecer;
sua firmeza e observância das Regras faziam com que o Convento tivesse uma vida ativa e cheia de graça;
alguns autores dizem ter sido Frei Benedito Mestre de Noviços. Há autores que discordam, pois esse cargo era exercido somente por Presbíteros. Mas a dúvida continua, pois já havia acontecido a exceção quando Benedito foi indicado para o cargo de Superior, exercido também por um Presbítero;
os noviços tinham grande admiração por Benedito e tinham nele um grande conselheiro;
Benedito tinha o Dom da Ciência Infusa. Sem saber ler ou escrever, conseguia dar aulas sobre todos os assuntos ligados à Religião, à Ordem ou à Fé. Tinha muita clareza, espírito e unção. Teólogos e Mestres ouviam atentamente o grande santo;
Segundo Frei Giacomo di Pazza, uma das testemunhas do processo de beatificação, não se passava um dia sem que acontecesse um prodígio operado pela intercessão de São Benedito;
Um dos milagres operado em vida: várias senhoras, num carro puxado por cavalos, sofreram um grave acidente, no qual D. Eleonora caiu sobre uma criança de cinco meses de idade, tendo a criança morrido asfixiada. Diante do desespero de todos, Benedito tomou a criança nos braços, põe a mão na testa gelada e recita algumas orações. Entregando a criança, disse: a senhora já pode amamentar a criança. A criança morta, em contato com o seio da mãe, adquire vida novamente e suavemente suga o leite da mãe (na imagem tradicional, São Benedito está carregando essa criança, e não o Menino Jesus, como muitos acreditam) ;
uma criança morreu esmagada sob o peso do pai e do carro puxado por cavalos em que estava. Pedindo confiança em Deus e em Nossa Senhora, Benedito toma nos braços a criança, enquanto inicia a oração. Ao fazer o sinal da Cruz sobre a criança, esta abre os olhos e pôs-se a chorar e gritar. Ressuscitara maravilhosamente;
Também um cego recupera a visão quando Benedito lhe faz o sinal da Cruz sobre os olhos; outro cego, que perdera a visão há um ano, sem conseguir resultados com os médicos, recupera a visão quando Benedito lhe faz o sinal da Cruz sobre os olhos;
Incrível! até um cavalo é ressuscitado por Benedito, o cavalo que era do serviço do Convento e que caira num abismo;
após servir os pobres, Frei Vito vira chegar soldados espanhóis famintos e sedentos. Assustado, viu que havia poucos pães em seu cesto. Instado por Benedito a servir os soldados, percebeu que o cesto não se esvaziava e assim pôde alimentar grande contingente de soldados;
um pescador pobre, pai de sete filhos, não conseguia pescar um mísero peixe sequer. Vendo a aflição do pobre homem, Benedito orou e o pescador viu quantidade inacreditável de peixes em sua rede; Muitas curas físicas foi realizada por Deus sob a intercessão de São Benedito, em vida e após a sua morte.

Em fevereiro de 1589 Benedito caiu gravemente enfermo. Embora seu médico, de grande fama na região, previsse sua morte, Benedito o alertou que ainda não havia chegado sua hora. Portanto, recuperou-se. Em março tornou a adoecer, com uma febre muito altta. Nenhum remédio o aliviava. Previu então sua morte e fez um pedido estranho: "enterrem logo o meu corpo para que não tenham contrariedade".
Recebeu a Unção dos Enfêrmos e o Viático, preparando-se para o encontro com o Senhor. Não aceitou ainda a colocação das velas em suas mãos, pois avisaria quando chegasse a hora. Recebeu a visita de Santa Úrsula e as onze mil virgens em visão. Daí poucos minutos, chamou Frei Guilherme e mandou que acendesse a vela e pusesse em suas mãos. Era chegada a hora. Exclamando "Jesus! Jesus! Minha Mãe doce Maria! Meu pai São Francisco", Benedito faleceu na paz do senhor. Era 19 horas de 4 de abril de 1589, terça-feira de Páscoa, aos 65 anos de idade, dos quais passara 21 anos no mundo, 17 no Eremitério e 27 na Ordem Franciscana.
A profecia de que era preciso enterrar logo o seu corpo, cumpriu-se após o velório. Multidão invadiu o Convento querendo relíquias ou lembranças do grande santo. Em 7 de maio de 1592, seu corpo foi transladado pela primeira vez. Do seu corpo exalava sublime perfume, sendo seu corpo encontrado em perfeito estado de conservação, sem uso de qualquer produto químico. Em 3 de outubro de 1611 foi feita a segunda transladação do corpo, colocado em urna de cristal. Ainda hoje continua conservado, exposto em Urna Mortuária para visitação pública numa Capela lateral da Igreja de Santa Maria, em Palermo, Itália.


Fonte: São Benedito, o Santo Negro - Monsenhor Ascânio Brandão Industria Gráfica Siqueira, 194






Algumas versões dizem que ele nasceu na Sicília, sul da Itália, em 1524, no seio de família pobre e era descendente de escravos oriundos da Etiópia. Outras versões dizem que ele era um escravo capturado no norte da África, o que era muito comum no sul da Itália nesta época. Neste caso, ele seria de origem moura, e não etíope. De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor de sua pele.


Foi pastor de ovelhas e lavrador.


Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus e aos 21 um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis chamou-o para viver entre eles e aceitou. Fez votos de pobreza, obediência e castidade e, coerentemente, caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhe orações.


Cumprindo seu voto de obediência, depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado para ser cozinheiro no Convento dos Capuchinhos. Sua piedade,sabedoria e santidade levaram seus irmãos de comunidade a elegê-lo Superior do Mosteiro, apesar de analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote. Seus irmãos o consideravam iluminado pelo Espírito Santo, pois fazia muitas profecias. Ao terminar o tempo determinado como Superior, reassumiu com muita humildade mas com alegria suas atividades na cozinha do convento.


Sempre preocupado com os mais pobres do que ele, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do Convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as ruelas das cidades. Conta a tradição que, em uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou: “Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?” E o santo humildemente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza e não os alimentos de que suspeitava o Superior.


São Benedito morreu aos 65 anos, no dia 4 de abril de 1589, em Palermo, na Itália.


Na porta de sua cela, no Convento de Santa Maria de Jesus de Palermo se encontra uma placa com a inscrição em italiano indicando que era a Cela de São Benedito e embaixo as datas 1524-1589, para indicar as datas do nascimento e de sua morte. Alguns autores indicam 1526 como o ano de seu nascimento, mas os Frades do Convento de Santa Maria de Jesus consideram que a data certa é 1524.


Todos os anos a seguir à Páscoa, há uma missa e festa em sua honra na localidade portuguesa de Coval, concelho de Santa Comba Dão


Diz o Ofício Litúrgico de São Benedito do próprio da Ordem Franciscana: "Benedito que pela sua cor preta foi chamado o santo preto". Benedito era de família descendente da África. Seus avós eram etíopes. Benedito, portanto, tinha a pele de cor negra. Uma piedade falsa dos séculos 19 e 20 (até os anos 50) queria atribuir uma cor de pele morena, quase branca, ao nosso santo, como se não ficasse bem a glorificação nos altares da raça negra. Assim como Benedito, também Santo Elesbão e Santa Efigênia são de cor negra e deram muitas glórias ào Senhor e à Igreja.


Humilde foi a origem do santo negro. Benedito era filho de Cristovam Manasseri e Diana Larcan, descendentes de escravos trazidos da Etiópia, África, para a Sicília, Itália. O pai fôra escravo de um rico senhor, Vicente Manasseri, e dele recebera o sobrenome. Diana, sua mãe, fora libertada por um cavalheiro da Casa de Lanza. E como os escravos tomavam o nome de seu senhor, veio a chamar-se Diana Larcan ou de Lanza.
São Benedito, “O Santo Mouro” Confessor da Fé
1526 - 1589


Nascido na Sicília, em 1526, era filho de escravos em uma propriedade próxima de Messina. Foi libertado ainda muito jovem por seu Senhor.

Manifestou desde os dez anos uma pronunciada tendência para a penitência e para a solidão. Guardando rebanhos, entregava-se à oração, e os maus tratos que recebia dos companheiros foram a ocasião para se voltar com mais fervor para Jesus, fonte de toda consolação. Aos 18 anos, com o fruto de seu trabalho, provia a si mesmo e aos pobres.

Tinha vinte e um anos quando foi insultado publicamente por causa de sua cor. A atitude digna e paciente que teve na ocasião não passou despercebida, e o líder de um grupo de eremitas franciscanos o convidou a fazer parte da comunidade. Benedito aceitou o convite, e, com o tempo, passou a ser o seu novo líder.

Por volta de 1564, o grupo se dispersou, e Benedito foi aceito como irmão leigo pelos frades franciscanos de Palermo, começando por trabalhar na cozinha.

Em 1578, eles precisaram de um novo guardião (título dado ao superior), e Benedito foi o escolhido, apesar de ser leigo e analfabeto. Ele só aceitou o cargo depois de compreensível relutância, mas administrou o mosteiro com grande sucesso, tendo adotado uma interpretação bem mais rigorosa das regras franciscanas.

A sua conduta no cargo justificou plenamente a escolha dos superiores: foi respeitoso para com os padres, caridoso para com os irmãos leigos, condescendente para com os noviços, e foi por todos respeitado, sem que ninguém tentasse abusar de sua humildade.

Sua confiança na Providência foi sem limites: recomendara ao porteiro jamais recusar esmolas aos pobres que se apresentassem. Dava a seus religiosos o exemplo de todas as virtudes. Era sempre o primeiro no coro e nos exercícios da comunidade, o primeiro na visita aos doentes e no trabalho manual.

Na direção do noviciado demonstrou uma grande doçura e consumada prudência: os noviços tiveram nele um guia seguro, um pai cheio de ternura e um excelente mestre da Escritura, cujas leituras do Ofício lhes explicava com surpreendente facilidade.

Sem saber ler nem escrever, tinha, manifestamente, o dom da ciência infusa, acontecendo-lhe de dar respostas luminosas a mestres em Teologia que o vinham consultar. A este dom unia também o da penetração dos espíritos e dos corações.

Sua vida tornou-se um exercício contínuo de todas as virtudes, e Deus lhe concedeu o dom de operar milagres.

Terminado o tempo de seu cargo, voltou novamente ao ofício de cozinheiro, felicíssimo por reencontrar a vida obscura e oculta, objeto de todos os seus desejos.

Em 1589 caiu gravemente doente, e Deus lhe revelou que seu fim estava próximo. Na recepção dos últimos sacramentos experimentou como que um antegozo das alegrias celestes. Morreu docemente no dia 4 de abril.

Foi canonizado em 1807, e normalmente em suas imagens traz o menino Jesus nos braços, que lhe foi colocado por Maria Santíssima, pela sua grande devoção, e pela suave doçura com a qual Jesus preencheu o seu coração.

São Benedito foi chamado de "O Santo Mouro", por causa de sua cor negra. Sua festa litúrgica é celebrada em 5 de outubro.

Certamente é uma dos santos mais populares no Brasil, cuja devoção nos foi trazida pelos portugueses, e são inúmeras as paróquias e capelas que o escolheram como padroeiro, inspiradas em seu modelo admirável de caridade e humildade.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ENTREVISTA EXCLUSIVA DO PAPA FRANCISCO






ENTREVISTA EXCLUSIVA DO PAPA FRANCISCO ÀS REVISTAS DOS JESUÍTAS
PADRE ANTONIO SPADARO, SJ (JESUSÍTA ITALIANO, DIRECTOR DA REVISTA
LA CIVILITÁ CATTOLICA)
Santa Marta, segunda-feira, 19 de Agosto, às 9.50
O Papa Francisco marcou encontro para as 10.00 na Casa de Santa Marta.
Eu, no entanto, herdei do meu pai a necessidade de chegar sempre mais cedo.
As pessoas que me acolhem instalam-me numa pequena sala. A espera dura
pouco, e, depois de uns breves minutos, acompanham-me ao elevador. Nesses
dois minutos tive tempo de recordar como em Lisboa, numa reunião de diretores
de algumas revistas da Companhia de Jesus, surgiu a proposta de publicar
conjuntamente uma entrevista ao Papa. Tinha conversado com os outros
diretores ensaiando algumas perguntas que exprimissem os interesses de
todos. Saio do elevador e vejo o Papa já à porta, à minha espera. Na verdade,
tive a agradável impressão de não ter atravessado portas.
Entro no seu quarto e o Papa convida-me a sentar numa poltrona. Ele senta-se
numa cadeira mais alta e rígida, por causa dos seus problemas de coluna. O
ambiente é simples, austero. O espaço de trabalho da escrivaninha é pequeno.
Toca-me a essencialidade não apenas dos móveis, mas também das coisas.
Vêem-se poucos livros, poucos papéis, poucos objectos. Entre estes, um
ícone de São Francisco, uma estátua de Nossa Senhora de Luján (padroeira
da Argentina), um crucifixo e uma estátua de São José adormecido, muito
semelhante àquela que tinha visto no seu quarto de reitor e superior provincial
no Colégio Máximo de San Miguel. A espiritualidade de Bergoglio não é feita
de «energias harmonizadas», como ele lhe chamaria, mas de rostos humanos:
Cristo, São Francisco, São José, Maria.O Papa acolhe-me com o mesmo sorriso
que já deu várias vezes a volta ao mundo e que abre os corações.
Começamos a falar de tantas coisas, mas sobretudo da sua viagem ao Brasil.
O Papa considera-a uma verdadeira graça. Pergunto-lhe se descansou.
Ele diz-me que sim, que está bem, mas, sobretudo,
que a Jornada Mundial da Juventude foi para ele um «mistério». Diz-me que
nunca foi habituado a falar para tanta gente: «Consigo olhar para as pessoas,
uma de cada vez, e entrar em contacto de modo pessoal com quem tenho na
minha frente. Não estou habituado às massas». Digo-lhe que é verdade e que
se vê, e que isto impressiona toda a gente. Vê-se que quando está no meio
das pessoas, os seus olhos, de facto, pousam sobre cada um. Depois as
câmaras televisivas difundem as imagens e todos podem vê-lo, mas assim ele
pode sentir-se livre para ficar em contacto directo, pelo menos visual, com
quem tem diante de si.Parece-me contente com isso, por poder ser aquilo que
é, por não ter de alterar o seu modo habitual de comunicar com as pessoas,
mesmo quando tem diante de si milhões de pessoas, como aconteceu na
praia de Copacabana.
Antes de eu ligar o gravador, falamos de outras coisas. Comentando uma
minha publicação, disse-me que os seus dois pensadores franceses
contemporâneos prediletos são Henri de Lubac e Michel de Certeau. Digo-lhe
ainda algumas coisas mais pessoais. Também ele me fala de si e particularmente
da sua eleição pontifícia. Diz-me que quando começou a dar-se conta de que
corria o risco de ser eleito, na quarta-feira, dia 13 de Março, à hora do almoço,
sentiu descer sobre ele uma profunda e inexplicável paz e consolação
interior, juntamente com uma escuridão total e uma obscuridade profunda sobre tudo o quemais. E estes sentimentos acompanharam-no até à eleição.
Na verdade, teria continuado a falar assim familiarmente ainda por muito tempo,
mas pego nas folhas com algumas perguntas que tinha anotado e ligo o
gravador. Antes de mais, agradeço-lhe em nome de todos os diretores das
revistas dos jesuítas que publicarão esta entrevista.



PARTE 1 
ENTREVISTA EXCLUSIVA DO PAPA FRANCISCO ÀS REVISTAS DOS JESUÍTAS
PADRE ANTONIO SPADARO, SJ (JESUSÍTA ITALIANO, DIRECTOR DA REVISTA 
LA CIVILITÁ CATTOLICA)
O Papa Francisco recebeu os jesuítas e colaboradores que trabalham em La
 Civiltá Cattolica a 14 de Junho de 2013.
1- Quem é Jorge Mario Bergoglio?
O Papa fixa-me em silêncio. 
Pergunto se é uma pergunta lícita para lhe colocar… 
Ele faz sinal de aceitar a pergunta e diz-me: 
«Não sei qual possa ser a definição mais correta… Eu sou um pecador. 
Esta é a melhor definição. E não é um modo de dizer, um gênero literário. 
Sou um pecador».
«Sim, posso talvez dizer que sou um pouco astuto, sei mover-me, mas é verdade 
que sou também um pouco ingênuo  Sim, mas a síntese melhor, aquela que me 
vem mais de dentro e que sinto mais verdadeira, é exatamente esta: “Sou um 
pecador para quem o Senhor olhou”». E repete: «Sou alguém que é olhado 
pelo Senhor. A minha divisa, Miserando ataque elegendo  senti-a sempre como 
muito verdadeira para mim».
A divisa do Papa Francisco é tirada das Homilias de São Beda, o Venerável, o 

qual, comentando o episódio evangélico da vocação de São Mateus, escreve: 
«Viu Jesus um publicano e assim como o olhou com um sentimento de amor,
escolheu-o e disse-lhe: “Segue-me”».
E acrescenta: «O gerúndio latino miserando parece-me intraduzível, seja em 

italiano, seja em espanhol. Gosto de o traduzir com um outro gerúndio que 
não existe: misericordiando».



ENTREVISTA EXCLUSIVA DO PAPA FRANCISCO ÀS REVISTAS DOS JESUÍTAS
PADRE ANTONIO SPADARO, SJ (JESUSÍTA ITALIANO, DIRECTOR DA REVISTA 
LA CIVILITÁ CATTOLICA)
PARTE II
O Papa Francisco recebeu os jesuítas e colaboradores que trabalham em La
 Civiltá Cattolica a 14 de Junho de 2013.
1- Quem é Jorge Mario Bergoglio?
 «Eu não conheço Roma. Conheço poucas coisas. Entre estas, Santa Maria Maior:
 ia sempre lá». Rio e digo-lhe: «Todos o compreendemos muito bem, Santo 
Padre!». «Sim — prossegue o Papa – conheço Santa Maria Maior, São Pedro… 
mas vindo a Roma sempre vivi na Via della Scrofa. Dali visitava frequentemente 
a igreja de São Luís dos Franceses e ali ia contemplar o quadro da vocação de 
São Mateus, de Caravaggio». Começo a intuir o que é que o Papa quer dizer-me.
«Aquele dedo de Jesus assim… dirigido a Mateus. Assim sou eu. Assim me
 sinto. Como Mateus». E aqui o Papa torna-se mais decidido, como se tivesse
encontrado a imagem de si próprio de que estava à procura: «É o gesto de 
Mateus que me toca: agarra-se ao seu dinheiro, como que a dizer: “Não, não 
eu! Não, este dinheiro é meu!”. Este sou eu: um pecador para o qual o Senhor 
voltou o seu olhar. E isto é aquilo que disse quando me perguntaram se aceitava 
a minha eleição para Pontífice. Então sussurra: Peccator sum, sed super 
misericordia et infinita patientia Domini nostri Jesu Christi, confusus et in 
spiritu penitentiae, accepto». (Sou pecador, mas confiado na misericórdia e 
paciência infinita de Nosso Senhor Jesus Cristo, confundido e em espírito 
de penitência, aceito).



ENTREVISTA EXCLUSIVA DO PAPA FRANCISCO ÀS REVISTAS DOS JESUÍTAS
PADRE ANTONIO SPADARO, SJ (JESUSÍTA ITALIANO, DIRECTOR DA REVISTA 
LA CIVILITÁ CATTOLICA)
PARTE I
2- PORQUE SE FEZ JESUÍTA?
 «Santo Padre, o que foi que o fez escolher entrar na Companhia de 
Jesus? 
O que é que o impressionou na ordem dos Jesuítas?»
«Eu queria algo mais. 
Mas não sabia o quê. 
Tinha entrado no seminário. 
Gostava dos dominicanos e tinha amigos dominicanos. 
Mas depois escolhi a Companhia, que conhecia bem, porque o 
seminário estava entregue aos jesuítas. 
Da Companhia impressionaram-me três coisas: o espírito missionário, 
a comunidade e a disciplina. 
Isto é curioso, porque eu sou um indisciplinado nato, nato, nato. 
Mas a sua disciplina, o modo de organizar o tempo, 
impressionaram-me muito».
«E depois uma coisa para mim verdadeiramente fundamental é a 
comunidade. Procurava sempre uma comunidade. 
Eu não me via padre sozinho: preciso de uma comunidade. 



ENTREVISTA EXCLUSIVA DO PAPA FRANCISCO ÀS REVISTAS DOS JESUÍTAS
PADRE ANTONIO SPADARO, SJ (JESUSÍTA ITALIANO, DIRECTOR DA REVISTA 
LA CIVILITÁ CATTOLICA)
PARTE II
É mesmo isso que explica o fato de eu estar aqui em Santa Marta: 
quando fui eleito, ocupava, por sorteio, o quarto 207. 
Este onde estamos agora era um quarto de hóspedes. 
Escolhi ficar aqui, no quarto 201, porque quando tomei posse do 
apartamento pontifício, dentro de mim senti claramente um “não”. 
O apartamento pontifício no Palácio Apostólico não é luxuoso. 
É antigo, arranjado com bom gosto e grande, não luxuoso. 
Mas acaba por ser como um funil ao contrário. 
É grande e espaçoso, mas a entrada é verdadeiramente estreita. 
Entra-se a conta-gotas e eu não, sem gente, não posso viver. 
Preciso de viver a minha vida junto dos outros».
Enquanto o Papa fala de missão e de comunidade, vêm-me à 
mente todos os documentos da Companhia de Jesus onde se fala 
de «comunidade para a missão» e reencontro-os nas suas palavras.